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terça-feira, 14 de setembro de 2010

"Pro que der e vier"



A primeira vez que prestei atenção nessa música foi num casamento. Tocaram ela em vez da tradicional "Marcha Nupcial". Eu estava ali com minha antiga banda pra cantar na festa e fiquei desejando que fossemos cantar essa tbm.. De tão simples a música era completamente intensa e verdadeira.
Desde então sempre me pego pensando nela quando estou apaixonada.
Fico com a impressão de que ela já foi a música de todo mundo com alguém. Eu mesma posso lembrar de pelo menos 3 amores.. a música que sempre faz sentido.
Daí fiquei com a minhoca na cabeça... uma culpa da minha biscatisse musical. Afinal a música de um casal deveria ser a música de um casal... mas os amores passam e a música fica, e mesmo sabendo q "poxa essa era a música de fulano", em pouco tempo vira a música de ciclano.. e de beutrano.. sempre se moldando nas histórias.
Ontem me peguei cantarolando um trechinho de "Dia Branco" e percebi que não se tratava de uma canção de um amor só. Dia Branco só podia ser uma música minha pois não falava da história de um casal mas de um jeito de amar. Um jeito todo meu.
Simples e sincera ela fala de tudo que é possível prometer... não.. não podemos prometer a lua, jurar a vida, prometer casa, cidade, viagens e filhos.. Dia Branco te despe de toda expectativa. Te promete o sol, se o sol sair.. ou a chuva se a chuva cair.

Há quem diga que essa é a música mais pilantra da história! Que cara de pau!! Faz uns versos bonitinhos, canta no ouvidinho, parece lindo mas pera aí!!! Não está prometendo é nada!!!!
Essa é a dura realidade de Dia Branco... sem idealismo, não há nada que se possa prometer além disso. Prometo estar do seu lado diante das imprevisibilidades da vida.. num dia branco, num dia de sol ou de chuva.. submetido a tudo que não se pode controlar. Fico do teu lado até onde a gente chegar. Num pedaço de qualquer lugar.. quem sabe chamaremos de nosso?
Te prometo a lealdade e o companheirismo, se vc vier comigo. Pro que der e vier.
Pro que der e vier.

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