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segunda-feira, 21 de março de 2011

Casinha

Brindando o novo apê e a volta da mala extraviada na nossa mesa-xodó
Minha proposta porteña nunca foi uma vivência turística. É óbvio que fiz vários turismos, mas o foco era outro. Alugamos um apê e queriamos conhecer a dinâmica argentina, o cotidiano, o doce de leite no café da manhã (q acabou nem sendo adotado.. haha).
Nossa casinha linda ficava em Palermo e gastamos boa parte dos primeiros dias enfeitando os cômodos pra chamar de nosso. Velas, incensos, sais de banho para a banheira, uma lâmpada decorada de coraçõezinhos pro banheiro. Maquiagens, cremes, perfumes, brincos e colares, florzinhas, rendas e transparências compunham o ambiente mais meiguinho do mundo.

No nosso "cantinho da beleza".
Quero falar da casa enqt eu ainda não esqueço. Quem sabe ler isso daqui a uns anos e talvez sentir o cheiro.
O atmosfera de Buenos Aires é fresca e azulada. Nosso quarto tinha persiana e edredon branco, cama grande, confortável, uma TV que só foi ligada algumas vezes pra fazer Julia dormir. A mala azul da Lívia, que peregrinava pela Patagônia, ficava na parede ao lado do armário. O chão sempre ficava sujo perto da janela. Poeira chata a de Buenos Aires.

A sala era ampla e tinha uma parede cheia de sapatos. Todos coloridos, simplesmente pq assim era mais fácil de escolher. Num cantinho uma mesinha com velas, incenso e cristais, no outro uma mesa com um abajur grande e antigo, o Laptop vermelho, um telefone sem fio preto, um bloquinho de cavalos, pote com moedas e canetas. Seguindo a parede uma janela-porta muito louca com persiana vertical. A gente costumava deixar aberto o dia inteiro, e ouvir a vizinha que falava espanhol no telefone, e o vizinho que ensaiava flauta todos os dias a tarde. Eu gostava de fumar nessa janela, que só não era uma porta dando pro nada por três grades e uma porta de vidro que só eu conseguia fechar.

Nosso sofázinho duplo vivia cheio de bolsas, casacos, meu violão e coisas q íamos empilhando. Em frente ficava a mesa de jantar pra duas pessoas, um móvel antiquíssimo que era nosso xodó.

O destaque do banheiro era a lâmpada de coraçãozinho, o bidê que usávamos pra lavar o pé (hahaha adaptações brasileñas) a banheira cheia de sabonetinhos vermelhos enfeitando, sais e espuma de banho, sabonete líquido de maçã e canela. Nosso SPA.
Por que não temos banheira no Brasil?
Nossa cozinha não era muito grande, mas tinha um fogãozinho antigo que eu achava muito fofo, um área onde deixavamos material de limpeza e lixo no fim de semana, geladeirinha grande, cheia de queijos, quilmes, fernet e comidas que fazíamos. Incrivelmente cozinhei até bastante em Buenos Aires. Era muito comum fazer um arrozinho, bife acebolado, strogonoff, arroz a piamontese, creme de milho (esse feito no chão da sala, na única tomada que o liquidificador funcionou hahaha). Mas o melhor mesmo era pedir comida em casa. Mas isso vai ficar pro próximo tópico. Lugares e dicas deliciosos para comer em Buenos Aires!

Bolo de aniversário recheaaaado com brigadeiro - esse só pelas mãos de Júlia e Babi!

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